terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cinomose

A cinomose é uma grave doença infecto contagiosa que afeta os canídeos. Ela é causada por um vírus de altíssima morbidade. A ocorrência é maior em indivíduos não vacinados, principalmente os jovens ou idosos.

A contaminação se dá por contato direto entre os animais ou por gotículas expelidas pelas vias respiratórias. O paciente doente pode espirrar, contaminando o ambiente, utensílios e indivíduos que estejam por perto. Se não houver um rigoroso cuidado com higiene e assepsia, nós mesmos podemos carregar o vírus até animais sadios, que acabarão adoecendo.

Existem testes rápidos para diagnóstico da doença, mas muitas vezes os proprietários recusam-se a autorizá-los por causa do custo. Isso é lamentável, pois os custos de um tratamento às cegas podem ser muito mais altos que o exame em si, tanto para o dono quanto para o animal.

Após o cão ser infectado, há um período de incubação, ou seja, é o tempo entre a entrada do microorganismo no corpo e a manifestação dos primeiros sintomas. Esse período pode durar de 3 até 15 dias. Em seguida vem a febre alta, perda de apetite, lacrimejamento e secreção ocular e nasal. Esta fase dura pouco tempo e em seguida pode haver um período de ligeira melhora.
Geralmente aparecem sintomas envolvendo todos os principais órgãos do corpo, mormente sinais respiratórios, gastrintestinais e nervosos; ou mesmo uma junção de todos estes sinais. Pode surgir também hiperqueratose (um espessamento da pele) no nariz e nos coxins, as “almofadinhas” das patas. O animal fica prostrado, profundamente deprimido.
O vírus ataca e destrói a bainha de mielina que recobre as células nervosas. Como essa estrutura é a responsável pela transmissão dos impulsos nervosos de um neurônio a outro, os sintomas nervosos são geralmente os mais graves e indicam na maioria das vezes um estado avançado da doença. Mioclonias (espasmos musculares), que podem ser identificadas como tiques nervosos, são muito comuns. Em alguns animais desenvolve-se encefalite grave. O cão pode demonstrar até alterações comportamentais e é comum ocorrer paralisia dos músculos da face e dos membros posteriores. Contudo, é importante lembrar que as fases de acometimento de cada sistema não necessariamente se sucedem. O paciente pode ir a óbito sem desenvolver, por exemplo, os sinais nervosos.
A evolução da doença é totalmente imprevisível. Não há como saber se o animal vai sobreviver ou não; nem se a doença ocorrerá de forma rápida ou lenta. O acompanhamento deve ser intenso.

A cinomose é uma doença de difícil tratamento. Existem medicamentos para ajudar na recuperação, mas muito importante é a resistência do animal e a integridade de seu sistema de defesas. Ainda há muita controvérsia no meio científico a respeito da patogenia da doença. uma vez que a doença parece apresentar um componente auto-imune e outro não.

De qualquer forma, há tratamento. Existem medicamentos e soros hiperimunes usados com muito sucesso e cada fase da doença deve ser encarada com um tipo de terapêutica apropriada. A nutrição deve ser muito bem equilibrada. Se controlados os vômitos, o paciente deve receber uma sonda de esofagostomia, para não deixar de se alimentar.

Muitos animais que se recuperam, acabam ficando com seqüelas às vezes graves, como tremores ou paralisias. Na maioria das vezes essas seqüelas podem ser permanentes caso o animal não passe por uma fisioterapia adequada. Uma das formas mais eficientes de tratamento de seqüelas de cinomose é a ACUPUNTURA.

Vejam o vídeo da paciente Daphne, uma jovem SRD que contraiu cinomose, teve seqüelas e foi tratada com acupuntura:
A forma mais fácil de prevenir a cinomose e outras doenças graves ainda é VACINAR o seu cão nas datas certas, com vacinas de qualidade.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Giardíase

Giardia sp em microscopia eletrônica
A giardíase é uma doença causada pela Giárdia sp, um protozoário parasita que se aloja no intestino de várias espécies animais como o homem, cães, cavalos, cabras, e algumas aves.
A transmissão ocorre por meio de alimentos ou água contaminada com fezes contendo cistos da giárdia. Esse tipo de transmissão, chamada “fecal-oral” é comum tanto em animais como em seres humanos.
Vários pesquisadores, comprovaram a existência de cistos deste protozoário no intestino de moscas, que podem disseminar o parasita. Também foi comprovada a possibilidade desse parasita ser disseminado pelas fezes de baratas domésticas.
A infecção ocorre mais frequentemente entre os animais jovens, com baixa resistência imunológica, como, por exemplo, filhotes que não receberam o leite materno (colostro) ao nascer.
Os trofozoítos de Giárdia não sobrevivem no meio ambiente. No entanto, os cistos são resistentes a alguns fatores ambientais. Eles podem sobreviver por longos períodos na água. O congelamento prolongado e as temperaturas superiores a 20ºC danificam os cistos, a ebulição os destrói instantaneamente e a dessecação e a radiação ultravioleta os inativam em 24 horas.

No intestino a giardíase causa problemas na atividade das enzimas digestivas (amilase, protease, lipase, dissacaridase). Ocorre atrofia das vilosidades das células que revestem o intestino, o que leva ao que chamamos de síndrome de má absorção, ou seja: o animal pode até comer, mas seu organismo não absorve os nutrientes. Há também um aumento na motilidade intestinal, o que justifica a diarréia intensa.

A dificuldade em se diagnosticar este parasita está no fato de que nem sempre ele aparece no exame parasitológico de fezes (quando possível, fazemos vários exames seriados). Além disso, os resultados do hemograma podem ser inconclusivos. Desta forma, para a giardíase, muitas vezes vale a máxima “A clínica é soberana”; ou seja: independentemente dos resultados laboratoriais, o que vale é a apresentação clínica do paciente. Os sinais clínicos da giardíase incluem perda de peso ou incapacidade de ganhar peso adequadamente durante o crescimento, diarréia, vômitos, falta de apetite e fezes com muco (parecendo uma gelatina). O tratamento requer antibióticos e, em alguns casos, hidratação via soro. Os microrganismos são sensíveis aos desinfetantes com amônia quaternária, lisol e cloro.

A giardíase pode ser contagiosa para seres humanos. Nós podemos pegá-las dos animais e estes podem contraí-las de nós; portanto, boas práticas sanitárias, como lavar as mãos várias vezes ao dia, são muito importantes. Se um membro da família adoecer com sinais semelhantes, um médico deverá ser consultado.

Algumas medidas simples podem ajudar a manter a Giardia lamblia longe de você, de suas crianças e de seus animais :
-Evite o contato com animais infectados;
-Evite a ingestão de água e alimentos contaminados. Lave-os muito bem;
-Caso seu cão adoeça, destrua ou remova os cistos infectantes do ambiente através de uma boa limpeza;
-Tratar os animais infectados;
-Boa higiene geral;
-Usar VACINAS para prevenir a enfermidade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eutanásia

Este é um desabafo pessoal. É que às vezes não dá para calar frente ao que vemos e ouvimos.
É impressionante a que ponto pode chegar a insensibilidade de algumas pessoas. Vez ou outra nos deparamos com proprietários que trazem o animal não para consulta, mas para ser eutanasiado. Assim mesmo, direto e sem rodeios. Muitos já chegam supondo diagnóstico e prognóstico.
Decidir realizar este procedimento não é uma tarefa fácil. Pessoalmente, só realizo uma eutanásia em caso de doença terminal, quando TODAS as possibilidades de tratamento forem esgotadas e levando em consideração as condições e a disposição do proprietário em dar uma sobrevida digna àquele animal.

O paciente precisa estar em uma condição na qual não há mais como reverter as lesões existentes e a dor e o sofrimento não respondam mais à medicação. Em geral são pacientes em choque, prostrados, idosos, com sinais neurológicos, neoplasias malignas, inconsciência, emaciação, anorexia, paresia de membros etc.


Existem critérios a ser levados em consideração para a realização da eutanásia, entre eles:

1) diagnóstico da doença, baseado nos resultados de EXAMES laboratoriais;
2) impossibilidade de retomar a qualidade de vida, mesmo utilizando todos os protocolos terapêuticos e cirúrgicos;
3) avaliação física do estado mental (se há coma ou estupor);
2) impossibilidade real dos proprietários custearem os procedimentos necessários.

O que me revolta é ver que há proprietários que não sabem o que o animal tem e simplesmente não querem tratá-los. Alguns ainda são mal-educados quando respondemos que não se faz eutanásia sem exames que a indiquem!!! Querem que simplesmente olhemos para o animal e digamos: é...não tem jeito...tem que sacrificar.

Às vezes os donos fazem isso por achar que o animal é velho demais; às vezes porque o bichinho está por demais debilitado...mas não há desculpa.

Há casos em que os proprietários, mesmo tendo condições financeiras, optam pela eutanásia. O animal está acordado, se alimentando, respondendo aos chamados, urina e defeca normalmente, mas só porque já está velho ou tem uma grave infecção (tratável), tem sua sentença de morte assinada. Em outras palavras: esse tipo de proprietário não quer ter o mínimo de trabalho e recorre à eutanásia como uma forma de se livrar de um “problema”, para não gastar “à toa”, entre outros motivos vergonhosos.

A eutanásia em pacientes com doenças terminais deve ser uma decisão mútua entre proprietários e o veterinário, um acordo em que haja respeito e consideração entre ambos e de ambos para com o animal.

Não sei...pode até haver profissionais que realizem tal procedimento sem a análise necessária, sem o bom senso exigido e sem o respeito devido ao paciente. Eu, particularmente, não estudo todos os dias para isso. Nunca fiz juramento para matar, mas sim para salvar. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cuidados na terceira idade


Muitas vezes no dia a dia da clínica veterinária, nos deparamos com proprietários surpresos e desesperados ao saber que seu bichinho de estimação possui alguma patologia relacionada ao envelhecimento. Canso de ouvir perguntas do tipo “doutor, mas gato também tem diabetes?” ou “como é que pode? Um cachorro com artrite?”.
Geralmente quem adquire um animal de estimação nunca pensa que um dia ele vai envelhecer e passar pelas dificuldades que vem com o avançar da idade.
A verdade é que a maioria das pessoas não está preparada para lidar com a velhice de seus companheiros de quatro patas.

O processo de envelhecimento se dá de formas diferentes dependendo do tipo racial. Em geral, as raças pequenas vivem mais que as grandes; contudo, a idade também está intimamente relacionada aos cuidados que o animal recebe durante a vida. Uma boa alimentação e exercícios regulares aumentam bastante a expectativa de vida de qualquer indivíduo.

Como encarar a velhice é uma questão que pode variar conforme o profissional. Vou aqui nesta postagem dar a minha opinião.

Você, caro internauta, saberia dizer aproximadamente com qual idade deve ser feita a primeira consulta geriátrica do seu cão? Creio que muitos acharão minha resposta um tanto radical, mas penso que a primeira consulta pediátrica deve ser também a primeira consulta geriátrica do seu animal. Em outras palavras, devemos olhar para o filhote já pensando no idoso que ele será um dia.

Justifico minha posição lembrando que o envelhecimento é um processo que se vai estabelecendo à medida que o tempo passa. O gato com um ano já não é mais um gatinho com três meses; apesar de ser jovem ele já está mais velho. Devemos sempre tratar o envelhecimento e não o idoso. Se deixarmos para tratar o avanço da idade depois dos 10 anos, teremos perdido um tempo precioso e isso pode se refletir em menos tempo de convívio com nossos animais.

Muitas coisas que podem parecer inofensivas revelam-se danosas em longo prazo, por exemplo, hábitos comuns como beber água de piscina e usar comedouros de alumínio podem, depois de anos, levar ao acúmulo de metais pesados que, por sua vez, provocam dano celular e aceleração do envelhecimento.

Assim como na medicina humana, na veterinária a chave para a longevidade está na boa nutrição e nos exercícios físicos moderados. A alimentação do animal deve mudar a cada estágio de vida, pois os requisitos energéticos e nutricionais mudam de acordo com a idade do indivíduo. Por exemplo, cães adultos que comem ração para filhotes podem desenvolver patologias devido ao excesso de proteínas que consomem.
Os exercícios devem ser sempre moderados, evite exageros. Já atendi um cão que nunca saía de casa e num belo dia seu dono resolveu correr 10 km com ele. Resultado: lesão articular nos joelhos e no quadril. Outro paciente que atendi, um pequeno chiuhahua, corria 20 km todos os dias; uma sobrecarga enorme para um animal tão delicado.
Se você nunca sai de casa com seu cão, o melhor a fazer é começar com caminhadas curtas e com uma frequência certa. Não se pode forçar um animal sedentário a uma atividade intensa sem treinamento. Isso pode matá-lo.

Quanto aos felinos, 10 a 15 minutos de brincadeiras diárias são um ótimo exercício. Sempre recomendo aos proprietários, passar alguns minutos do dia brincando de jogar bolinha com seu gato. Faz bem para ambos.
Alguns raros gatos não apresentam sintomas de senilidade antes dos 15 anos de idade; no entanto, mudanças senis podem ser observadas já aos 9 ou 10 anos. Diferentemente do cão, o gato idoso não apresenta normalmente, diminuição da visão e surdez, mas ocorre perda de faro e do paladar. O desgaste desses sentidos leva à uma certa falta de interesse pelo alimento; sendo assim, o gato idoso precisa ser alimentado com mais frequência, porém, em pequenas porções para evitar a obesidade.
A ingestão de água é importante para o gato em qualquer idade, mas no idoso isso se torna crucial para a boa saúde. Gatos geralmente gostam de água corrente, então instale uma pequena fonte decorativa no jardim (é bom para seu bichano, que bebe água, e é bom para sua casa, que fica mais bonita!). Outra estratégia para fazer o gato se hidratar é dar-lhe sopinhas de carne bem diluídas em água ou adicionar um cubo de gelo ao bebedouro; alguns gatos adoram uma água mais fria.

Ao atingir a terceira idade, o seu pet precisará de cuidados especiais, pois ficará mais vulnerável às variações de temperatura e não deve ser exposto ao calor ou ao frio. A sensibilidade também se torna mais evidente e o animal fica estressado ou deprimido com mais facilidade. Comumente o pêlo vai ficando esbranquiçado (especialmente no focinho), e podem surgir manchas na pele, que, por sua vez, fica mais frágil. Além disso, o próprio sistema imunológico perde eficiência, deixando o animal mais suscetível a doenças.

Existem alguns problemas de saúde comuns em cães de idade avançada como a artrite e perda da visão, da audição e do olfato. Nesta fase pode haver alterações comportamentais decorrentes do que chamamos “Disfunção Cognitiva Senil”, algo como o Mal de Alzheimer, que acomete seres humanos.
O “Alzheimer canino” não é raro e pode trazer alterações como agressividade, depressão e alteração dos comportamentos sociais do animal, ou seja, ele perde seus hábitos de higiene, engole corpos estranhos, não responde aos comandos, sofre perturbações durante o sono e uiva sem motivo. Às vezes, o cão fica parado, olhando ou latindo para o nada, como se visse fantasmas. O tratamento existe e é baseado no uso de medicamentos e muito carinho por parte dos proprietários.

É comum encontrar no animal idoso algum grau de insuficiência cardíaca, hepática ou renal. Podem ocorrer também doenças ligadas ao sistema digestivo; por isso, é tão importante tomar cuidado com a alimentação correta. O tártaro dentário deve ser evitado e, se já estiver instalado, deve ser removido, pois dificuldades de oclusão e infecções gengivais podem ter complicações que vão muito além da cavidade oral.
Alguns outros problemas, comuns em qualquer idade, tornam-se mais frequentes no cão e gato idoso. São exemplos, as dermatites, distúrbios hormonais e tumores. As hérnias de disco, a artrose e a espondilose (bico de papagaio) também são comuns em nossos amigos da terceira idade. Estes são problemas sérios, que podem causar disfunções drásticas na mobilidade do animal, muitas vezes, deixando-o paralítico. O tratamento é oneroso e pode envolver medicações, ACUPUNTURA, cirurgia e manejo nutricional.

PROGRAMA DE SAÚDE GERIÁTRICO

A partir dos sete ou oito anos sempre recomendo uma bateria de exames anuais. Os exames de rotina possibilitam o diagnóstico precoce de doenças, o estabelecimento de medidas preventivas e o acompanhamento clínico das alterações. Pouquíssimos proprietários levam seus cães para realizarem exames de rotina, Normalmente só se vai ao veterinário quando o paciente já está muito mal, sob risco de morte.
Hemograma, glicemia e bioquímica sérica são importantes para avaliar as condições gerais e as funções hepática e renal. Raio-x de coluna a cada dois anos, sobretudo, nas raças como dachshund e basset, os famosos “salsichinhas”, que são naturalmente predispostas a alterações nessa estrutura. A partir dos 8 anos, é interessante também realizar eletrocardiograma para evitar os sustos da doença cardíaca.
Após os 10 anos a periodicidade recomendada para os exames é semestral nos animais idosos saudáveis e várias vezes ao ano naqueles com algum distúrbio que necessite de acompanhamento constante.

Bom, acho que é isso. Em caso de dúvidas, não deixe para amanhã. Consulte seu médico veterinário.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Parvovirose canina

Ao lado da cinomose, a parvovirose é sem sombra de dúvida uma das patologias caninas mais violentas, não apenas pelo sofrimento que causa ao paciente e a seu proprietário, mas também pela facilidade de transmissão e contágio.

Trata-se de uma gastroenterite viral que acomete predominantemente cães jovens, ainda não vacinados. Apresenta um índice altíssimo de mortalidade, principalmente nos cães de raça puras ou debilitados por verminoses ou carências nutricionais. Rottweilers são extremamente suscetíveis.

A doença é causada por um vírus de DNA da família Parvoviridae e o diagnóstico é estabelecido por meio dos sinais clínicos e de exames como hemograma ou de fezes, por hemaglutinação, ensaio imunoenzimático, isolamento viral em cultivo celular e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).

O Parvovírus canino (CPV) ataca o trato gastrointestinal provocando febre alta nos animais jovens (em adultos pode ocorrer hipotermia). O cão pode ficar sonolento e sem apetite, surgem então vômitos abundantes e difíceis de serem debelados. Fezes líquidas e repletas de sangue são os achados mais característicos. Alguns animais nessa fase podem ter tosse e conjuntivite. Em casos mais graves, quando há envolvimento gástrico, a hemorragia pode também surgir nos vômitos. Se o tratamento não for iniciado imediatamente, o paciente morre em poucos dias.


Não há medicação que elimine o vírus. O tratamento visa ajudar o próprio organismo do animal a lutar contra a doença. O paciente doente precisa ser imediatamente isolado de outros animais. Deve-se fazer fluidoterapia intensa principalmente de glicose associada à suplementação de vitaminas. Antibióticos devem ser usados para evitar infecção bacteriana secundária. Também devem ser feitos enemas com substâncias que ajudam a diminuir a translocação bacteriana e a proteger os enterócitos (células do intestino). Inibidores da produção de HCl são muito importantes para manter a integridade da mucosa estomacal.
Existem no mercado determinados soros com anticorpos específicos contra a doença. Eles funcionam como uma espécie de “vacina instantânea”, fortalecendo o sistema de defesa do animal e são imprescindíveis no tratamento.
A ACUPUNTURA possui efeito comprovado no controle dos vômitos e da diarréia, sendo de grande ajuda no controle da perda de líquidos. Associada ao Reiki e à terapia floral, ela auxilia a restaurar o equilíbrio orgânico e psícológico do paciente.
Uma vez cessados os vômitos, inicia-se a nutrição e medicação pela via oral, essencial para a manutenção da viabilidade dos intestinos, que por sua vez influencia de forma marcante a recuperação de todo o organismo.
Enfim, são várias medidas a tomar e nem sempre o organismo do animal reage. Os cuidados devem ser sempre intensos do início até o fim dos sinais clínicos.

Para a prevenção do CPV, o melhor método ainda é a aplicação da VACINA polivalente com freqüência anual. Animais que tenham contato com outros cães enfermos poderão receber o soro com anticorpos em dose de profilaxia. As fêmeas que forem cruzar devem receber a vacina antes do cio.