sábado, 5 de fevereiro de 2011

Parvovirose canina

Ao lado da cinomose, a parvovirose é sem sombra de dúvida uma das patologias caninas mais violentas, não apenas pelo sofrimento que causa ao paciente e a seu proprietário, mas também pela facilidade de transmissão e contágio.

Trata-se de uma gastroenterite viral que acomete predominantemente cães jovens, ainda não vacinados. Apresenta um índice altíssimo de mortalidade, principalmente nos cães de raça puras ou debilitados por verminoses ou carências nutricionais. Rottweilers são extremamente suscetíveis.

A doença é causada por um vírus de DNA da família Parvoviridae e o diagnóstico é estabelecido por meio dos sinais clínicos e de exames como hemograma ou de fezes, por hemaglutinação, ensaio imunoenzimático, isolamento viral em cultivo celular e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).

O Parvovírus canino (CPV) ataca o trato gastrointestinal provocando febre alta nos animais jovens (em adultos pode ocorrer hipotermia). O cão pode ficar sonolento e sem apetite, surgem então vômitos abundantes e difíceis de serem debelados. Fezes líquidas e repletas de sangue são os achados mais característicos. Alguns animais nessa fase podem ter tosse e conjuntivite. Em casos mais graves, quando há envolvimento gástrico, a hemorragia pode também surgir nos vômitos. Se o tratamento não for iniciado imediatamente, o paciente morre em poucos dias.


Não há medicação que elimine o vírus. O tratamento visa ajudar o próprio organismo do animal a lutar contra a doença. O paciente doente precisa ser imediatamente isolado de outros animais. Deve-se fazer fluidoterapia intensa principalmente de glicose associada à suplementação de vitaminas. Antibióticos devem ser usados para evitar infecção bacteriana secundária. Também devem ser feitos enemas com substâncias que ajudam a diminuir a translocação bacteriana e a proteger os enterócitos (células do intestino). Inibidores da produção de HCl são muito importantes para manter a integridade da mucosa estomacal.
Existem no mercado determinados soros com anticorpos específicos contra a doença. Eles funcionam como uma espécie de “vacina instantânea”, fortalecendo o sistema de defesa do animal e são imprescindíveis no tratamento.
A ACUPUNTURA possui efeito comprovado no controle dos vômitos e da diarréia, sendo de grande ajuda no controle da perda de líquidos. Associada ao Reiki e à terapia floral, ela auxilia a restaurar o equilíbrio orgânico e psícológico do paciente.
Uma vez cessados os vômitos, inicia-se a nutrição e medicação pela via oral, essencial para a manutenção da viabilidade dos intestinos, que por sua vez influencia de forma marcante a recuperação de todo o organismo.
Enfim, são várias medidas a tomar e nem sempre o organismo do animal reage. Os cuidados devem ser sempre intensos do início até o fim dos sinais clínicos.

Para a prevenção do CPV, o melhor método ainda é a aplicação da VACINA polivalente com freqüência anual. Animais que tenham contato com outros cães enfermos poderão receber o soro com anticorpos em dose de profilaxia. As fêmeas que forem cruzar devem receber a vacina antes do cio.

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